Distribuição de documento à porta da CP

No quadro da campanha em curso, por todo o país, levada a cabo pelo Partido Comunista Português, vários militantes estiveram hoje na estação de Ovar a distribuir um documento alertando a população para as nefastas consequências da anunciada privatização da CP.

Depois do desmembramento da CP em várias empresas, do encerramento de muitas linhas e da entrega à exploração privada de outras, como a travessia sobre o Tejo, o Metro Porto e a Alta Velocidade, o governo PS avança com mais um pacote de privatizações incluindo as linhas suburbanas, a EMEF e a CP Carga, sempre na mesma lógica de entregar aos privados as partes lucrativas e ficar com aquelas que dão prejuízo.

 

Ao contrário do que diz a propaganda do governo, as empresas públicas de transporte não dão prejuízo. Elas suportam todo o investimento realizado e são o garante de um serviço público de qualidade e com elevada rentabilidade social. Os caminhos de ferro são, por questões energéticas, ambientais e económicas, uma opção de futuro. A sua privatização é uma decisão desastrosa.

Ao contrário do que é propagandeado pelo governo e pelos arautos do neoliberalismo, e como é verificável entre outros exemplos na Fertagus (travessia sobre o Tejo), a privatização leva sistematicamente ao encarecimento brutal dos preços dos bilhetes, à degradação do serviço e ao aumento exponencial dos níveis de exploração dos trabalhadores.

O PCP já contactou dezenas de milhares de pessoas por todo o país  no âmbito da sua campanha nacional

De acordo com o documento distribuído, nada justifica a privatização da CP. A CP constitui uma empresa estratégica para o país e só a sua manutenção nas mãos do Estado pode garantir a qualidade e universalidade do serviço, a bem das populações e da economia.