Mais de 10000 pessoas inundaram a Rua de Santa Catarina, onde culminou a expressiva e combativa manifestação contra o Pacto de Agressão assinado há um ano, que encheu a baixa portuense.
Perante as milhares de pessoas que entusiasticamente participavam no comício, Jerónimo de Sousa reafirmou que é urgente romper com este rumo de declínio económico, retrocesso social e dependência externa para onde conduz o Pacto de Agressão, sublinhando que o PCP tem a justeza e a razão na análise, na propostas e na alternativa. Jerónimo de Sousa destacou a actualidade da proposta do PCP de renegociação da dívida pública, e da construção de uma política alternativa – patriótica e de esquerda – capaz de afirmar os direitos dos trabalhadores e do povo e elevar as suas condições de vida, assente na promoção da produção nacional, na valorização dos salários e reformas, no controlo público dos sectores e empresas estratégicas para assegurar um Portugal com futuro.
Numa acção em que se viu a força do PCP, milhares de mulheres, homens e jovens reafirmaram e gritaram bem alto o seu compromisso com a necessária continuidade da luta pela ruptura e pela mudança, numa confiança contagiante de que com a luta dos trabalhadores e do povo, acabará por se abrir o caminho por onde passará a bandeira da esperança e a concretização de um futuro promissor para Portugal.
"Estamos aqui, porque temos uma alternativa para servir o país e o povo e não abdicamos de lutar pela sua concretização."
"Estamos aqui porque só aceitamos uma democracia que seja a expressão da vontade do povo e não dos mercados."
"Saudar aqueles que, não sendo comunistas, aqui estão connosco nesta iniciativa que é parte da batalha central que travamos em defesa do país e da sua soberania!"
"É tempo de transformar a indignação e revolta de cada um na acção e na luta de todos!"
Numa altura em que se adensam as preocupações respeitantes ao Hospital Dr. Francisco Zagalo, de Ovar, o PCP contatou, na última terça-feira, com os utentes à porta desta importante valência. Mais do que nunca, é urgente defender o Hospital e o Serviço Nacional de Saúde, que está a ser alvo de um feroz ataque do governo do PSD/CDS para abrir caminho aos negócios privados à custa da saúde e do bem-estar dos portugueses.
A Administração Central do Sistema de Saúde, do Ministério da Saúde, publicou recentemente o estudo “Actuais e Futuras Necessidades Previsionais de Médicos (SNS), de Setembro de 2011, com perspetivas arrasadoras para o hospital Dr. Francisco Zagalo, propondo a retirada de 15 (quinze) médicos ao hospital, fechando 7 (sete) serviços. Segundo este documento, a especialidade de Anestesiologia ficaria sem os seus atuais 5 médicos; Cardiologia, Radiologia (na qual se investiram 1,2 milhões de euros, para aquisição do mais moderno equipamento, em 2006) e Urologia perderiam todas o único médico que têm; à Cirurgia Geral seriam retirados os 2 cirurgiões; à Ortopedia, os dois ortopedistas e à Medicina Interna todos os 3 médicos.
A Comissão Concelhia de Ovar do PCP considera inaceitável que possam ser retirados mais serviços e médicos do Hospital de Ovar, e alerta todos os utentes, forças vivas e população do concelho e apela à sua disponibilidade para se mobilizarem, se necessário for.
Para o PCP a questão da acessibilidade aos cuidados de saúde é fulcral e só um Serviço Nacional de Saúde, universal, geral e gratuito pode garantir o acesso de todos aos cuidados de saúde, independentemente das condições económicas e sociais.
O PCP considera que é tempo de parar com esta política que dificulta o acesso; que agrava o pagamento dos custos inerentes às taxas moderadoras e o aumento do preço dos medicamentos; que degrada a qualidade dos serviços prestados principalmente devido à redução do número de trabalhadores por turno e por serviço e pela falta de recursos materiais, desde os mais básicos aos mais complexos.
É tempo dos portugueses dizerem basta. Basta à política das troikas, levada a cabo pelo governo do PSD/CDS, que está a ter um impacto gravíssimo a curto, médio e longo prazo, na saúde dos portugueses!
A Administração Central do Sistema de Saúde, do Ministério da Saúde, publicou recentemente o estudo “Actuais e Futuras Necessidades Previsionais de Médicos (SNS), de Setembro de 2011, com perspetivas arrasadoras para o hospital Dr. Francisco Zagalo.
Os seus autores não estão com meias medidas, querem retirar 15 (quinze) médicos ao hospital, fechando 7 (sete) serviços!!!
A especialidade de Anestesiologia fica sem os seus atuais 5 médicos; Cardiologia, Radiologia (na qual se investiram 1,2 milhões de euros, para aquisição do mais moderno equipamento, em 2006) e Urologia perdem todas o único médico que têm; à Cirurgia Geral são retirados os 2 cirurgiões; à Ortopedia, os dois ortopedistas e à Medicina Interna todos os 3 médicos.
Integrado na sua actual campanha "É tempo de dizer Basta!", o PCP esteve, na passada terça-feira, numa grande acção de esclarecimento e mobilização junto dos trabalhadores de diversas empresas de Ovar, entre as quais a Yazaki Saltano, a Fanafel e a Toyota.
É tempo de dizer basta, de rejeitar o pacto de agressão, que PSD, CDS e PS assinaram com o FMI, a UE e o BCE que tanto prejudica os trabalhadores, os jovens, os estudantes, os pensionistas e reformados, os agricultores, os comerciantes, os pequenos e médios empresários, a grande maioria dos portugueses e do país. Por isso, quando se perfaz um ano dessa assinatura, o PCP apelou à participação de todos na manifestação de sábado dia 12, no Porto, com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP.
É tempo de lutar por um Portugal com futuro. A medidas do governo - que só provocam recessão, desemprego e sofrimento para a grande maioria para fazer enriquecer alguns - não são o caminho.
A política, defendida pelo PCP é a alternativa. Portugal precisa de desenvolver a sua economia, criar emprego com direitos, aumentar os salários, as pensões e redistribuir a riqueza, melhorar os serviços públicos prestados aos cidadão, na saúde, educação e segurança social, principalmente.
Portugal tem futuro. Mas para isso, os portugueses que trabalham e que lutam pelo seu país têm de se mobilizar para o defender.
Foi assim que aconteceu por diversas vezes ao longo da história.
É assim que terá de acontecer de novo nesta grave crise para a qual fomos empurrados pelos que têm governado.
Um ano depois de PS, PSD e CDS terem assinado com a União Europeia e FMI este Pacto de Agressão, Portugal está mais endividado e dependente, afundado numa recessão económica sem precedentes traduzida num aumento exponencial do desemprego, saqueado nos seus recursos e riquezas.
Correspondendo ao apelo da União dos Sindicatos de Aveiro - CGTP/IN, cerca de dois milhares pessoas concentraram-se no Largo da Estação e desfilaram pela Avenida Dr. Lourenço Peixinho até ao Rossio, onde teve lugar um comício-festa. Apesar da chuva, do frio e do ameaçador prolongamento destas condições meteorológicas, a determinação e a consciência dos manifestantes convocou-os, também, na exigência da rejeição do Pacto de Agressão, da ruptura com as políticas anti-patrióticas e anti-populares de ampliação do desemprego, aprofundamento da exploração e generalização do empobrecimento. São mais densas as nuvens que pairam sobre o nosso Povo e o País. Enfim, neste dia 1º de Maio, também a dignidade desfilou por Aveiro.
No dia que celebra a luta mundial dos trabalhadores pelas 8 horas, Jerónimo de Sousa, presente na manifestação do 1º de Maio, promovida pela CGTP, afirmou que este Maio deve ser de festa e de confiança, mas também de grande determinação na luta para travar esta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e conseguir uma ruptura e mudança na vida nacional.