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Trabalhadores da DCB (Investvar) desesperam à porta da empresa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão Concelhia de Ovar do PCP   
Quinta, 08 Julho 2010 23:53
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Empresa deixa trabalhadores sem subsídio de desemprego

A situação do Grupo Investvar encontra-se à beira do caos. Neste momento de crise, quando seria de esperar uma acção firme e decidida em defesa do aparelho produtivo e do emprego, o governo assiste impávido e sereno a mais este escândalo. Tal como o PCP previu e denunciou, dos escombros do grupo Investvar, e apesar dos muitos milhões de ajudas públicas, nasceu uma nova empresa destinada fundamentalmente à venda de calçado fabricado na Índia onde naturalmente os salários são muito mais baixos.

 

Não bastando esta situação, os 97 trabalhadores da DCB, despedidos no passado dia 30, continuam sem poder requerer o justo subsídio de desemprego para o qual contribuíram, em virtude de um desacerto entre a administração da empresa e os serviços da segurança social acerca dos termos da rescisão dos contratos. Até que o gestor judicial esclareça definitivamente este imbróglio os trabalhadores permanecem à porta da empresa, de forma a garantir o seu meio de subsistência.

Por resolver continua igualmente a situação dos cerca de 120 trabalhadores da Investshoes. Como vem acontecendo a Move-on, vai dizendo que poderá recrutar alguns trabalhadores mas sem qualquer compromisso. Entretanto começa o processo de venda dos seus activos composto maioritariamente pela rede de lojas, sendo que este processo irá determinar os contornos do despedimento colectivo que a empresa pretende levar a cabo.

Jorge Machado, deputado do PCP

Perante esta situação, o PCP já confrontou o governo com esta situação exigindo medidas firmes e concretas de forma a não castigar ainda mais estes trabalhadores. O PCP condena frontalmente todo este processo e responsabiliza o governo pelo fim de uma unidade de produção de enorme valor para a região e para o país, e reafirma que este não é seguramente o caminho para o país sair da crise. A crise combate-se com mais produção e mais emprego.


Pode consultar a Pergunta Parlamentar de Jorge Machado aqui.