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Uma grande Greve Geral, uma poderosa jornada de luta PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão Concelhia de Ovar do PCP   
Quarta, 14 Novembro 2012 19:47
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A Greve Geral no Distrito de Aveiro, uma das maiores de sempre

 

Quarta, 14 Novembro 2012 12:53

A Greve Geral no Distrito de Aveiro, uma das maiores de sempre, é mais um passo muito importante na luta dos trabalhadores para a ruptura com o rumo de desastre nacional, prosseguido pelas Troikas

1. A participação na Greve Geral, no distrito de Aveiro, é um contributo importante para a luta dos trabalhadores e do povo da região contra o rumo de desastre imposto pelo Pacto de Agressão. A adesão nos locais de trabalho e empresas, do sector público e empresarial do Estado e do privado, é muito significativa e em geral superior aos de greves anteriores. É uma derrota da política do Governo e das troikas, nacional e estrangeira, do Orçamento de Estado de destruição da economia, de exploração e empobrecimento, de delapidação dos serviços públicos e funções sociais do Estado, de roubo dos salários, pensões e apoios sociais, de injustiça e saque fiscal, de esbulho sistemático da riqueza e da soberania nacional pelo capital financeiro. A Greve Geral de 14 de Novembro é uma derrota dos que a tentaram esconder, intimidar e reprimir e um avanço nas condições para a luta dos trabalhadores e do povo, dos democratas e patriotas, por uma política e um governo patrióticos e de esquerda.

2. A Greve Geral é ainda mais significativa se tivermos presente o efeito devastador da política e das medidas em curso para os trabalhadores e as populações, que enfrentam enormes dificuldades. No distrito, crescem as insolvências e o encerramento de pequenas e médias empresas e a deslocalização de multinacionais, cresce o encerramento, a redução de meios e o esvaziamento dos serviços públicos, o desemprego real está quase em 85 mil trabalhadores e a precariedade não anda longe deste número, crescem os cortes ilegítimos e os atrasos em salários e subsídios e a imposição de bancos de horas e horários e regimes de lay-off ilegítimos, atingindo largas dezenas de empresas, medra sem controlo a emigração, a miséria e mesmo a fome.

3. Nestas condições muito difíceis, muitas dezenas de jardins de infância, escolas e agrupamentos escolares, repartições de finanças, serviços de segurança social, tribunais, repartições e outros serviços públicos muito diversos, estações dos CTT, estaleiros e serviços municipais e de abastecimento de águas estão encerrados, com adesões entre os 80% e os 100%, ou foram afectados no seu funcionamento. Muitos serviços de saúde e valências hospitalares estão encerrados ou em serviços mínimos. Os transportes públicos estão parados (Moveaveiro 100%), em serviços mínimos (caso da CP), ou funcionam com limitações. O Porto de Aveiro está encerrado.

4. No sector privado, destacam-se níveis de adesão muito significativos no sector automóvel, CACIA-Renault 75%, no turno da manhã, nas empresas metalúrgicas, Funfrap, 70%, Flexipol, 77%, no sector corticeiro, Amorim Revestimentos 85%, Socori 88%, Amorim Cork Composits 50%, e em muitas empresas de diversos sectores, na Trecar, 50%, na Hubertricot, 40%, no Recheio de Aveiro 40%, no Pingo Doce de Espinho, 50%, na Caixa Geral de Depósitos de Águeda, 100%, na Provimi, 100%.

5. São adesões que comprovam que, também no distrito de Aveiro, numa situação de enorme dificuldade, extorsão, manipulação, intimidação e mesmo de repressão, como aconteceu com a carga da GNR sobre o piquete de greve na Estação da CP na Pampilhosa, Mealhada, uma grande massa de trabalhadores aderiu à Greve Geral dos Trabalhadores Portugueses e aos seus mais importantes objectivos – pôr fim ao rumo de desastre, ao roubo, à exploração e à pobreza, resistir ao pacto de agressão e afirmar uma nova política em defesa de quem trabalha.

6. O PCP saúda a determinação dos trabalhadores na luta e apela à sua continuidade, ainda hoje, no quadro da Greve e nas concentrações nas praças da Greve, em Aveiro, Feira, Ovar, S, João da Madeira. O PCP confia que os trabalhadores saberão partir desta Greve Geral para novas batalhas na luta por uma política e um governo patrióticos e de esquerda e um novo rumo para Portugal.

 

Gabinete de Imprensa da DORAV

13h00, 14 de Novembro de 2012

 

Mais informações sobre a Greve Geral no distrito de Aveiro podem ser lidos na página da USA/CGTP-IN